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Legenda: Ah, o desafio de convencê-las a experimentar alimentos diferentes...

Quem tem filhos sabe que as famosas frases "não gosto" e "não quero" fazem parte do vocabulário da alimentação. Comer bem é um processo constante e que as crianças aprendem com exemplos, dedicação e muita paciência.

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É na infância que acontecem desenvolvimentos fundamentais, por isso, a alimentação balanceada e rica em nutrientes é importante. "É preciso variar ao máximo os alimentos para garantir todas as vitaminas e minerais essenciais para o crescimento dos pequenos", afirma Carol Albuquerque, nutricionista materno infantil.

 

De acordo com a nutricionista, alguns micronutrientes têm papel fundamental no desenvolvimento, crescimento, imunidade, cognição e outras funções. Na hora de planejar o cardápio das crianças, além de levar em conta a idade e as quantidades indicadas, invista em alimentos ricos em ferro, vitaminas A, C e D, zinco e fibras.

  • O ferro é responsável pelo transporte de oxigênio pelo corpo e pode ser encontrado em carnes vermelhas, vegetais verde-escuros e leguminosas (feijões, lentilhas e grão-de-bico).
  • A vitamina C é importante para a absorção do ferro, além de auxiliar na manutenção do sistema imunológico. Está presente em frutas cítricas, tomates e vegetais verdes.
  • A vitamina A é essencial para o funcionamento da visão. Pode ser encontrada em cenoura, gema de ovo ou leite integral.
  • O cálcio, essencial para a formação dos ossos, pode ser encontrado em laticínios, brócolis, feijões, entre outros.
  • A vitamina D está relacionada também com a formação óssea e pode ser produzida pela exposição solar, mas também encontrada no óleo de fígado de bacalhau, atum, cação, sardinha, gema de ovo e pescados gordos (arenque).
  • O zinco é essencial para o crescimento adequado e suas fontes alimentares são a carne bovina, frango, peixe, leguminosas, cereais integrais, amêndoa, noz-pecã, amendoim, castanha-do-pará e castanha de caju.
  • O consumo de fibras auxilia no funcionamento intestinal, na diminuição do colesterol e ajuda na prevenção de doenças. Beber água é fundamental para que elas possam cumprir seu papel.

Sabendo da importância dessa alimentação variada, como apresentá-las às crianças sem que façam cara feia? Carol Albuquerque sugere investir em diferentes cores, texturas e sabores que tragam experiências divertidas no dia a dia delas.

Incentive a compra da comida

Inclua os pequenos no processo de compra dos alimentos e incentive que eles escolham o que gostariam de experimentar. Deixe que cheirem, se divirtam com as cores e as possibilidades do novo.

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Legenda: Não foi de primeira? Tenha paciência! Vá testando até descobrir junto da criança o que ela gosta.

Diversifique as receitas

Uma das maneiras de atrair a atenção (e possivelmente o interesse) é variar nos preparos e apresentações das comidas. Adicione um pouco de cor ao pão de queijo de frigideira, brinque com as frutas e faça um picolé caseiro simples, transforme o sanduíche em rolinhos coloridos com chapéu ou prepare panquequinhas que lembram pizzas.

Convide as crianças para colocarem a mão na massa

Cozinhar com elas pode ser divertido e, provavelmente, um pouco bagunçado, mas vale muito a pena! Para o lanche, faça um snack de queijo com elas e aproveitem para criar formatos diferentes. Deixe que a imaginação flua para cada uma criar seu próprio sanduíche divertido ou convide-as para fazer um impressionante bolo de chocolate com frutas. O importante é participar!

Seja o exemplo

Espertas que só, as crianças aprendem desde cedo a copiar os comportamentos dos adultos. É mais fácil acostumá-las ao cardápio que já faz parte da rotina do que ter que convencê-las a comer o que nunca esteve presente.

Não desista

É normal que, no começo, elas recusem novos sabores, mas não desista! Aposte em diferentes preparações e texturas – a beterraba que ela não come em saladas pode complementar um suco e assim por diante. Nessa fase, são muitas novidades e mudanças. Nada que um chamego e uma conversa não consigam ajudar, né?

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