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Legenda: Parece óbvio, mas nem sempre as regras de uma pessoa funcionam para todas.

A alimentação saudável deveria ser um hábito comum de todas as pessoas no mundo, independentemente de padrões estéticos e sociais. O que a gente come tem impacto no bem-estar físico e emocional, além de estar ligado à imunidade. Em vez de apostar em dietas milagrosas e malucas de emagrecimento, deveríamos nos preocupar com a qualidade do que está no prato e na despensa.

Como qualquer outra mudança, a reeducação alimentar é um processo e demora para fixar no corpo e na mente. Cada corpo tem suas características e responde de maneira específica aos estímulos. Essa capacidade do cérebro de fazer novas conexões a partir de experiências é chamada de plasticidade neuronal (ou neuroplasticidade). Novos aprendizados geram reações e é com isso que decidimos o que funciona ou não – por isso a reeducação do coleguinha pode não ser a sua.

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É mais fácil do que parece: a reeducação alimentar, como a própria palavra diz, é ensinar seu sistema nervoso a reagir a diferentes ações; ao incluir no cardápio alimentos diferentes, você ensina ao seu corpo que aquele é o novo normal. No início pode ser mais difícil, mas os resultados são duradouros e muito perceptíveis.

A reeducação alimentar não tem nada a ver com aquelas dietas restritivas malucas que não vão te ajudar em nada. É um caminho e um processo de descobrir como seu corpo reage aos alimentos, o que faz você sentir-se bem e como equilibrar todos os prazeres do comer.

Essa resposta do corpo é fundamental para entender o que você gosta, quanto pode comer de algo e se você se sente mal com algum tipo de alimento. Não é sobre ter que incluir coisas que não gosta ou abrir mão do que é gostoso e prazeroso. Tem gente que não faz uma boa digestão de glúten, enquanto outras sofrem com azia do feijão, por exemplo. Não dá para dizer o que você deve ou não comer – só um profissional pode fazê-lo.

"Uma dieta é um planejamento alimentar individualizado e exclusivo para você; observada e calculada de acordo com sua avaliação física, exames, anamnese (queixas e sintomas) e seu objetivo de tratamento nutricional", explica Karina Quadros, nutricionista especializada em nutrição clínica e esportiva e apaixonada por nutrição integrativa.

Então, antes de copiar o cardápio do amiguinho, que tal prestar atenção à sua alimentação e aos seus hábitos?

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