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Legenda: Entenda os motivos para reduzir o consumo, mas não remover completamente do cardápio.

Se por um lado o consumo de açúcar está associado ao risco de diabetes, obesidade, cáries e tantos outros males, por outro é difícil negar o prazer instantâneo que a gente sente quando come algo açucarado. Tal dualidade nos deixa entre abrir mão ou correr o risco, mas não precisa ser assim.

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Como qualquer ingrediente, o açúcar tem seu papel. Entender como ele age no corpo e nas nossas emoções pode ser um passo importante para tirá-lo desse lugar de vilão e vê-lo também como um aliado.

O açúcar é um tipo de carboidrato simples de rápida absorção que fornece energia para o organismo. No entanto, existem dois grupos principais que têm diferenças entre si: os açúcares naturais e os adicionados.

O açúcar natural, como o nome diz, é encontrado em alimentos como frutas, vegetais e no leite e derivados. Quando consumido, entra no organismo junto com outros nutrientes, como proteínas, fibras, gorduras e outros carboidratos, Por porque nenhum alimento é só uma coisa ou outra. Por mais que nenhum excesso seja bom, você não precisa se preocupar em evitar o açúcar natural.

Já o açúcar adicionado é acrescentado aos produtos durante o processamento. É o açúcar do cafezinho, da massa de bolo e dos refrigerantes. A principal diferença para o natural é que não tem os mesmos benefícios dos nutrientes que acompanham o açúcar.

Como adoçar o dia sem exageros

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Legenda: Escolhas conscientes e cuidado das quantidades são mais importantes do que vilanizar o açúcar.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em uma dieta de 2.000 kcal/dia o consumo de açúcar deve ser limitado a 10% das calorias diárias. Isso significa que o máximo é de 200 kcal/dia, equivalente à 50 g de açúcar ou aproximadamente 4 colheres de sopa. O sachê de açúcar adicionado ao café é 5 g (ou 10%) da recomendação diária, assim como seis quadradinhos de chocolate ao leite são 11 g (22%). No Brasil, a quantidade consumida pela maioria das pessoas é cerca de 20% acima da recomendação – nada bom, né? Nesta calculadora você descobre a quantidade de açúcar que está consumindo, seja em produtos ou adicionados em receitas e bebidas.

Bem me quer, mal me quer

Quando o açúcar é consumido em quantidade adequada e sem desregular o funcionamento do corpo, pode até ser visto como um aliado. Como qualquer outro alimento, precisa de hábitos mais saudáveis para poder integrar o cardápio do dia a dia. Para aproveitar a paçoquinha ou o bombom depois do almoço sem peso na consciência, lembre-se de manter uma rotina de equilíbrios.

A prática de atividades físicas é ótima para queimar o açúcar consumido, já que se transforma em energia para o corpo. Dá para colocar uma fruta ou um pedaço de bolo no lanche pré-treino ou no café da manhã. Fica a dica: combinar um alimento rico em açúcar com outros nutrientes, como proteínas e fibras, evita que ele seja absorvido rapidamente.

Se você é fã de comidas muito doces, talvez seja a hora de rever esse conceito. Experimente diminuir gradualmente a quantidade de açúcar no cafezinho, no suco e de sobremesas. A princípio vai parecer que nada é doce o suficiente, mas reeducando seu paladar, você aprende a apreciar o verdadeiro sabor dos alimentos.

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Legenda: Não precisa abrir mão do açúcar; basta não exagerar.

Dose diária de carinho

Não tem jeito: o segredo da vida é o equilíbrio e a escolha consciente. É dosar o refri do almoço com a vontade de comer uma bela fatia de bolo com calda de brigadeiro à tarde. Com atenção ao que se come, o açúcar deixa de ser um vilão e passa a ser um aliado dos momentos de prazer.

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