Sorry, you need to enable JavaScript to visit this website.

O que é leite orgânico e como é seu processo de extração

Legenda: 
Leite orgânico

Cada vez mais consumido, o leite orgânico conta com uma série de diferenciais, especialmente por não conter químicos provenientes da agropecuária de larga escala.

De acordo com o Google Trends, a pesquisa por alimentos orgânicos no Brasil cresceu 400% entre 2014 e 2019. Portanto, o interesse em buscar uma alimentação mais saudável é tendência no país. Para entender um pouco mais desse tipo de produto e se ele vale a pena, Que bem que faz reúne as principais informações a respeito do leite orgânico!

 

O que é leite orgânico?

Leite orgânico é o leite produzido com o maior comprometimento possível com o meio ambiente e o bem-estar dos animais. Assim, a ideia é que ele seja o mais natural possível. Na prática, o leite orgânico é aquele que não contém traços de produtos como fertilizantes químicos e agrotóxicos. Geralmente, esse tipo de substância acaba chegando até a vaca por conta dos alimentos que ela come.

Vacas que produzem leite orgânico também não podem receber hormônios que estimulam uma produção maior nem algumas medicações geralmente ministradas nos bovinos de rebanhos de produção de leite regular. Essas medidas acabam resultando em um leite que pode não ser mais nutritivo que um leite convencional, mas que não contém substâncias que possam comprometer a sua qualidade e o seu sabor.

 

Quais os critérios adotados para classificar um leite como orgânico?

A produção de leite orgânico segue uma série de critérios que garante a qualidade do produto. Isso vai desde o que a vaca come até o ambiente em que ela é criada. São atitudes que acabam resultando em um produto mais sustentável e, para alguns, mais saudável.

Pastagem e alimentos livres de agrotóxicos

O passo básico é garantir que os alimentos que a vaca irá consumir sejam orgânicos, ou seja, sem a presença de produtos como agrotóxicos e fertilizantes artificiais. Para qualificar a produção do leite orgânico, os alimentos fornecidos e o solo do pasto em que as vacas convivem devem estar livres de agrotóxicos por, pelo menos, seis meses.

Preferência por alimentação orgânica

Como foi dito no tópico anterior, a alimentação precisa ser preferencialmente orgânica. No entanto, a legislação permite que haja, no máximo, 15% da dieta fornecida ao animal composta por alimentos transgênicos, que são alterados geneticamente em laboratório. No entanto, apesar dessa exceção, a maior parte da alimentação precisa ser natural.

Tratamento dos animais

O uso de medicamentos para tratar doenças precisa ser, preferencialmente, de origem natural, como a homeopatia e fitoterápicos. No entanto, há exceções. Doenças como mastite (inflamação na região das mamas), pneumonia e doenças de casco podem ser tratadas com remédios alopáticos (como antibióticos), pois um dos pilares da produção de leite orgânico é o bem-estar do animal. Para evitar chegar a esse ponto, há produtores que monitoram de perto a saúde dos seus animais e se valem da medicina preventiva para evitar que precisem recorrer a tratamentos mais agressivos.

Ao utilizar medicamentos de alopatia, é preciso informar isso aos órgãos de fiscalização e, por precaução, dobrar o período de carência indicado na bula dos medicamentos, ou seja, afastando o animal da produção de alimentos pelo dobro do tempo, reinserindo-o à linha de produção após seu organismo não conter mais traços de substâncias químicas.

Criação o mais livre possível

Ao criar animais em sistema de produção orgânica, o ideal é deixá-los livres circulando pela propriedade, evitando o confinamento das vacas, a não ser em períodos de repouso. O objetivo é deixá-las confortáveis o suficiente para produzirem o leite sem nenhum estresse.

Auditorias anuais

O selo de produção de alimentos orgânicos exige a fiscalização constante de autoridades. As auditorias garantem que esses critérios sejam cumpridos à risca. Caso haja anomalias, corre-se o risco da perda desse selo.

 

Leite orgânico é mais nutritivo?

Muitos consumidores preferem o leite de vaca orgânico porque acreditam que ele contém maiores concentrações de nutrientes, é melhor para o meio ambiente e é mais saudável do que o leite de vaca normal. No entanto, é preciso olhar com atenção para entender quais são exatamente suas vantagens.

Alguns estudos mostram que o leite orgânico tem uma concentração ligeiramente maior de vitamina E, ferro e ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e ômega-6. Esses nutrientes são importantes para a função cerebral, visão e crescimento e desenvolvimento das crianças. No entanto, essas concentrações não são muito maiores do que encontramos no leite convencional. Além disso, o leite orgânico contém menos iodo e selênio, dois nutrientes importantes para a saúde da tireoide.

Em relação ao cálcio, o leite orgânico e o convencional têm níveis semelhantes, assim como de outros minerais essenciais como cálcio, potássio e sódio.O leite convencional tem um pouco menos calorias e menos gordura saturada e proteína do que o leite orgânico.

A principal vantagem do leite orgânico – e isso precisa ser levado em conta – é a garantia de que ele foi produzido de maneira sustentável.

Referências

https://www.healthline.com/nutrition/organic-milk https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/59552893/producao-de-leite-organico-no-brasil-tem-projeto-de-pesquisa-aprovado-na-embrapa https://cienciadoleite.com.br/noticia/3366/saiba-o-que-e-leite-organico-e-por-que-e-mais-nutritivo-que-o-convencional https://www.fundacaoroge.org.br/blog/5-criterios-para-a-producao-de-leite-organico https://www.ninho.com.br/produtos/ninho-organico/ https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-leite/4-mitos-producao-leite-organico/

Esse artigo foi: Criado por Nutricionistas