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Musicoterapia

Musicoterapia: prepare a playlist para saber mais

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Atualizado em  novembro 2023

Que Bem que Faz vai iniciar este artigo convidando você a fazer uma lista com suas músicas favoritas. Por quê? Por que vamos falar de musicoterapia e ficará muito mais fácil captar a mensagem desse tema, com um experimento.

 

Musicoterapia: o que não é

A lista está pronta? Coloque as músicas para tocar enquanto lê sobre os benefícios da musicoterapia. Comece a perceber como sua mente e seu corpo vão relaxando e a compreensão até melhora. Notou como fez bem? Só que calma: apesar do bem-estar que você acabou de sentir, isso ainda não é musicoterapia e vamos explicar o porquê.

Apesar da sensação boa, é importante saber que para ser musicoterapia não consiste em só apertar o play. Não que esse efeito da música, de nos fazer sentir melhor e mais à vontade, não seja aproveitado pela musicoterapia; fazer um exame importante ao som de música clássica, por exemplo, pode ajudar o paciente a relaxar. Mas a musicoterapia vai muito além disso.

 

Musicoterapia: o que é

Musicoterapia é o tratamento que usa os elementos da música – som, ritmo, melodia e harmonia – para promover a saúde física e mental durante um processo terapêutico. Ela é levada a cabo por um profissional qualificado – o musicoterapeuta – que acompanha o paciente.

A musicoterapia também não está presa aos ouvidos. Um musicoterapeuta pode, por exemplo, incentivar o paciente a tocar um instrumento, como um tambor.

A musicoterapia se baseia nas respostas que o nosso cérebro dá aos estímulos sonoros da música e às partes que ele usa para processá-los e produzi-los. Por trás das suas práticas, há um volume crescente de pesquisas em que se monitora a atividade cerebral e outros sinais de quem recebe o tratamento.

Quer saber como os benefícios da musicoterapia aparecem na prática? Continue com a gente!

 

Musicoterapia: benefícios

Musicoterapia, dor e procedimentos invasivos

Como já dissemos, os benefícios da musicoterapia vão além do relaxamento, mas ele não pode ficar de fora. Segundo um estudo, pacientes que ouviram música antes de uma cirurgia complexa – no joelho, por exemplo, ou mesmo no coração – demonstraram menos ansiedade e precisaram de menos sedativos. E quem ainda por cima ouviu música durante o procedimento, relatou menos desconforto. Por fim, quem recebeu musicoterapia no pós-operatório acabou pedindo menos analgésicos. Muito bom, não?

Musicoterapia e saúde mental

A depressão e a ansiedade também podem se beneficiar da musicoterapia, sobretudo por causa desse efeito relaxante da música. De fato, existem já alguns estudos que demonstram que acrescentar a musicoterapia ao tratamento convencional pode melhorar os sintomas dessas duas condições.

Além disso, os pacientes podem sentir-se estimulados pela musicoterapia a ter atitudes – como o convívio social ou o foco no presente que tocar um instrumento exige – que os ajudam a não reforçar os hábitos negativos provocados pela depressão e a ansiedade.

Musicoterapia e perda da fala

Já ouviu falar de algum caso de uma pessoa com dificuldades na fala, como gagueira, que não tinha problemas para cantar? Pois bem, isso tem uma explicação científica, e a musicoterapia se aproveita disso. Acontece que falar e cantar são atividades realizadas em partes diferentes do cérebro: usamos o lado esquerdo para falar e o direito para cantar. As pessoas que, por conta de algum trauma ou AVC, perderam a capacidade de falar, podem recuperá-la com a ajuda de musicoterapeutas. Geralmente, nesse tipo de tratamento, o paciente é estimulado a cantar seus pensamentos até conseguir, aos poucos, deixar a melodia de lado. O sucesso do tratamento, claro, envolve uma série de fatores, mas geralmente têm efeitos positivos.

Musicoterapia e autismo

Melhorar o convívio social, as habilidades motoras e as de linguagem são alguns dos principais objetos durante o acompanhamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Encontrar meios facilitadores para auxiliar nesses aspectos é essencial, e é aí que entram os benefícios da musicoterapia no autismo.

Vamos começar pela questão motora. Incentivar os pequeninos com autismo a tocar um instrumento musical vai ampliar a capacidade deles de movimentar os músculos do rosto e da boca. E isso ajuda muito a fala! Expressando-se melhor através da fala vem, claro, uma melhor comunicação e melhor interação.

Outro ponto muito importante para quem convive com pessoas com autismo é compreender as emoções delas. E aqui também dá para se beneficiar da musicoterapia. A terapia com a música melhora a atenção e a compreensão, além das funções cognitivas.

Benefícios da musicoterapia para os idosos

A vida dos idosos pode e precisa ser movimentada. Uma terceira idade ativa pode ajudar a adiar o aparecimento ou o desenvolvimento de doenças. E, mais uma vez, a musicoterapia pode ajudar.

Como a capacidade de relacionar-se com a música muitas vezes permanece intacta com o passar dos anos, as pessoas que passaram dos 60 têm na música uma maneira de manter a mente sempre ativa e mesmo de usá-la para recordar momentos importantes da própria vida, caso a memória já esteja começando a falhar.

Além disso, quando a musicoterapia envolve tocar instrumentos, ela beneficia a coordenação motora. Por fim, as sessões de musicoterapia podem ser ótimas oportunidades para criar relações e sair do isolamento.

 

A musicoterapia tem alguma contraindicação?

Quer mais alguma notícia boa? Além de todos os benefícios, a musicoterapia não tem contraindicações, já que dificilmente a música fará mal a alguém. Existem apenas duas coisas que podem atrapalhá-la, porém. Felizmente, ambas são evitáveis.

A primeira coisa é uma questão bem prática, e todos os musicoterapeutas sabem disso: escutar música muito alto pode prejudicar a audição. Por isso, nada de ligar o som no talo.

O segundo problema que pode acontecer varia de paciente para paciente. Como vimos, a música tem um poder enorme de produzir emoções e trazer lembranças à tona. Por isso, é preciso ter cuidado com o que se toca para o paciente. É que ele pode associar determinada música a um momento triste ou traumático da sua vida, e isso pode lhe fazer mal. De novo, porém, os musicoterapeutas procuram tomar todos os cuidados nesse sentido antes de iniciar o tratamento.


Perguntas frequentes

  • 1. O que é musicoterapia?

    Musicoterapia é o tratamento que usa os elementos da música – som, ritmo, melodia e harmonia – para promover a saúde física e mental durante um processo terapêutico. Ela é levada a cabo por um profissional qualificado – o musicoterapeuta – que acompanha o paciente.

  • 2. Quais são os benefícios da musicoterapia?

    A musicoterapia ajuda a melhorar a linguagem, audição e interação social dos indivíduos e pode acompanhar praticamente todos os tratamentos, já que não tem contraindicações.

  • 3. Quais os benefícios da musicoterapia para a saúde mental?

    Os pacientes que conhecem os benefícios da musicoterapia para depressão e ansiedade têm mais chances de diminuir os sintomas que acompanham esses problemas. A explicação está no relaxamento físico e mental que a música promove nas pessoas.

Referências

https://www.scielo.br/j/abc/a/pFMcHq9gKZVQYhY9xhxwRpK/?lang=pt

https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/viewFile/29155/26887

https://www.scielo.br/j/ape/a/xRT56hdPydcZCM4BJXVN8HK/

https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/169710/Fonoaudiologia%2C%20musicoterapia%20e%20autismo%20revis%C3%A3o%20de%20literatura.pdf?sequence=1&isAllowed=y

https://www.scielo.br/j/reeusp/a/syBYgF6xXL797nJ3wycKzcK/?lang=pt

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1982-12472021000100005

https://www.health.harvard.edu/blog/healing-through-music-201511058556

https://www.nccih.nih.gov/health/providers/digest/music-and-health-science

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