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Legenda: Dormir de barriga cheia parece um sonho, mas pode ser um pesadelo.

Você já deve ter ouvido de alguém da família, seja mãe, seja avó, que dormir de barriga cheia dá pesadelo. Pode acreditar: o que você come antes de dormir pode diminuir a qualidade do sono e fazer mal à saúde.

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Alguns alimentos dificultam que você pegue no sono mais rápido, porque são estimulantes, como a cafeína presente no café, refrigerantes, certos chás, gengibre, pimenta e canela. Já as comidas pesadas demandam maior gasto energético do corpo para realizar a digestão. Se você tem o hábito de jantar tarde ou comer comidas pesadas pouco tempo antes da hora de deitar-se, saiba que isso pode ser a principal razão para as noites mal dormidas.

O que comer para dormir bem?

É mais fácil escolher algo leve do que listar o que não deveria estar no seu jantar às dez da noite. O ideal é fazer a última refeição, no mínimo, uma hora antes de dormir. Se você costuma jantar cedo (ou dormir tarde) e sente fome, dá para fazer um lanchinho leve antes de deitar-se.

"Na refeição pré-sono é indicado o consumo de alimentos leves, de fácil digestão e de preferência fontes de triptofano (substância que ajuda na liberação de melatonina). Banana, semente de abóbora, oleaginosas, kiwi e leite são alguns exemplos. Além disso, é importante consumir alimentos ricos em magnésio e complexo B, como abacate, aveia, cacau em pó e chás calmantes de maracujá, mulungu, camomila e melissa", ensina Priscila Barbosa, nutricionista esportiva funcional. "Incluir peixes em sua rotina alimentar pode ajudar a promover a produção de melatonina".

Priscila também alerta para o consumo de alimentos energéticos e estimulantes que podem atrapalhar o sono, como açúcar, pão branco, farinha refinada, bolos, biscoitos, chá verde, chá mate, bebidas alcoólicas, refrigerantes e cafeína. "Mais importante do que pensar no que comer antes de dormir, devemos nos atentar ao que fazemos na maior parte do nosso tempo. Manter uma alimentação adequada em calorias com macro e micronutrientes melhoram o sono e a qualidade de vida do paciente", afirma.

No fim das contas é mais fácil optar pelo que você já sabe que não pesa no estômago, do que correr o risco de ficar jiboiando sem conseguir dormir.

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