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Redes sociais e saúde mental: veja como equilibrar sua vida

Legenda: 
Redes sociais e saúde mental

Em uma sociedade com um número crescente de casos de ansiedade e depressão, cuidar da saúde mental é mais importante do que nunca, por isso ela é cada vez mais discutida. Inserida no debate sobre saúde mental, está a questão das redes sociais, que são muitas vezes vistas como “vilãs”. Porém, o problema não está no uso dessas plataformas em si, mas sim na sua utilização sem comedimento.

Neste artigo, veja como o uso das redes sociais em excesso pode influenciar negativamente sua saúde mental, e descubra como utilizar essas plataformas sem comprometer sua qualidade de vida.

 

Redes sociais e saúde mental: riscos

Utilizar as redes sociais é uma forma divertida de passar o tempo e se atualizar sobre a vida de conhecidos, amigos e familiares. Porém, como tudo em excesso, o uso exagerado das redes sociais pode prejudicar sua saúde mental.

Abaixo, veja algumas das condições que podem ser causadas ou agravadas por esse uso excessivo:

Ansiedade e depressão

Por mais que as redes sociais tenham sido criadas para aproximar e entreter as pessoas, os usuários muitas vezes substituem o contato humano presencial pelas interações virtuais – o que é prejudicial para a saúde mental, uma vez que o ser humano é um ser social.

Assim, o uso excessivo das redes sociais pode causar ou agravar sintomas de ansiedade e depressão, uma vez que está ligado a problemas como FOMO, isolamento, solidão, baixa autoestima, piora do sono, cyberbullying e vício, que serão definidos abaixo.

FOMO

Essa sigla vem do inglês e significa “Fear Of Missing Out” – que, em bom português, pode ser traduzido como “medo de ficar de fora”. Esse problema está ligado ao medo de perder eventos, experiências ou conteúdos importantes.

Apesar de não ser um sentimento exclusivo da era das redes sociais, essas plataformas acentuam consideravelmente o problema, uma vez que as experiências alheias estão à distância de um toque. Desse modo, ao ver na internet que se perdeu determinada atividade ou conteúdo, por exemplo, a pessoa se sente ainda mais isolada, depressiva e ansiosa, o que pode até aumentar seu vício nas redes sociais.

Isolamento e solidão

Um estudo da Universidade da Pensilvânia concluiu que o uso exagerado das redes sociais aumenta o sentimento de isolamento e solidão em vez de diminuí-lo, contrariando a proposta original dessas plataformas. E caso o usuário substitua encontros pessoais por conversas virtuais, o efeito na saúde mental é ainda mais grave.

Baixa autoestima

A presença de imagens retocadas e filtros embelezadores nas redes sociais promove um padrão de beleza irreal, que favorece o surgimento de distúrbios de imagem, uma vez que usuários menos conscientes dessa manipulação podem desenvolver uma imagem corporal negativa e, consequentemente, baixa autoestima.

Além disso, as redes sociais também promovem a ilusão de que todos levam vidas perfeitas, uma vez que o conteúdo postado reflete apenas as melhores partes do cotidiano. Assim, o usuário das redes sociais pode sentir que vive uma vida menos interessante do que a de seus conhecidos, amigos e familiares, o que pode gerar inveja, insatisfação e baixa autoestima.

Piora do sono

Segundo um estudo de 2019 da Universidade de Glasgow, usar as redes sociais imediatamente antes de dormir prejudica significativamente a qualidade do sono. Além disso, a claridade do celular atrasa o sono, o que pode fazer com que a pessoa durma menos do que o necessário, comprometendo sua saúde geral.

Cyberbullying

As redes sociais podem ser palco do cyberbullying, uma versão online do bullying que atinge uma quantidade significativa de crianças e adolescentes. Nessas plataformas, não são raros rumores, comentários preconceituosos, piadas maldosas e montagens degradantes que humilham os usuários e podem deixar cicatrizes profundas na saúde mental dos jovens.

Vício

Navegar pelas redes sociais é uma forma divertida de passar o tempo e se conectar com amigos. Mas, se não for tomado o devido cuidado, esse passatempo pode se tornar um vício e prejudicar sua qualidade de vida. Algumas das consequências desse vício podem ser:

 

Redes sociais e saúde mental: dicas

Para usar as redes sociais de maneira saudável, é preciso ser responsável e consciente. Assim, confira algumas dicas para criar uma boa relação entre redes sociais e saúde mental:

Diminua o tempo diário nas redes sociais

Segundo um estudo da Universidade da Pensilvânia, limitar o uso das redes sociais para 30 minutos diários reduz significativamente os níveis de ansiedade, depressão, solidão, FOMO e outros problemas. Caso essa meta não seja viável para você, não desanime: esse mesmo estudo concluiu também que o uso consciente das redes sociais já traz benefícios para o humor e o foco.

Algumas dicas para diminuir o tempo que você passa nessas plataformas são:

Dê uma pausa nas redes sociais

Além de reduzir o uso diário das redes sociais, você também pode ficar longe dessas plataformas por períodos de tempo longos e contínuos, a fim de diminuir sua dependência delas. O intervalo deve ser definido por você e pode durar dias, semanas ou até meses, de acordo com suas necessidades.

Procure um hobby no mundo real

Por mais que a internet possibilite que as pessoas tenham diferentes hobbies e compartilhem suas experiências globalmente, é fundamental que elas saiam um pouco do celular e se distraiam no mundo real. Para isso, você pode procurar um novo hobby para ocupar seu tempo, como costura, culinária ou yoga.

Encontre amigos e familiares pessoalmente

Alguns hormônios que melhoram o humor e diminuem o estresse só são liberados em interações presenciais, então é importante sair de casa e encontrar pessoas queridas regularmente. Caso tenha dificuldade em encaixar essas interações na rotina, reserve com antecedência um tempo para conversar, jogar ou se exercitar com pessoas todos os dias.

Agora que você sabe como criar uma boa relação entre redes sociais e saúde mental, utilize-as com consciência e aproveite seus benefícios sem comprometer sua qualidade de vida.

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Perguntas frequentes

Esse artigo foi: Criado por Nutricionistas