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Síndrome de burnout: como identificar e fazer o tratamento

Legenda: 
Síndrome de burnout: mulher estressada

Sabe quando o cérebro não consegue mais processar as informações direito e sua produtividade no trabalho vai ladeira abaixo? O que no passado era erroneamente classificado como “preguiça” ou “falta de dedicação” passou a ser reconhecido como um problema bastante presente: a síndrome de burnout.

A palavra de origem inglesa define um esgotamento mental por conta da pressão de ambientes de trabalho que negligenciam o bem-estar do trabalhador e pode surgir de maneira lenta, mas traz consequências devastadoras à saúde física e mental, afetando inclusive sua autoestima profissional.

A partir de 1 de janeiro de 2022, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passa a considerar a síndrome de burnout como uma doença, com direito a codificação e orientações expressas de tratamento e diretrizes para evitar o agravamento do quadro em trabalhadores de todo o mundo.

De olho nisso, o Que bem que faz te ajuda a identificar alguns sintomas, a diferenciar burnout de outras doenças e problemas de saúde mental, e sugere caminhos para tratamento. Preparados?

Antes de qualquer coisa: procure ajuda profissional!

Nós estamos aqui para jogar luz e te ajudar a perceber alguns sinais que podem indicar a síndrome de burnout, mas apenas um profissional pode ajudar de fato. Acompanhamento psicológico é essencial para resolver qualquer questão que diga respeito à saúde mental: ter alguém que ouça suas questões de maneira objetiva, sem julgamentos, é essencial para poder refletir sobre si mesmo e suas questões.

Um psicólogo é capaz de ver padrões que você não consegue enxergar e, aos poucos, fazer com que você chegue a conclusões sobre suas próprias atitudes. Procure profissionais especializados em saúde mental, como psicólogos e psiquiatras. Nunca tome remédios por conta própria ou inicie qualquer tipo de tratamento sem consultar um profissional. Busque na sua cidade instituições privadas ou públicas – como universidades ou mesmo o SUS – que ofereçam atendimento psicológico gratuito: eles podem ser o primeiro passo para uma vida mais saudável.

Dado o aviso, vamos ao assunto deste artigo: a síndrome de burnout!

Burnout, depressão ou estresse?

Saúde mental é uma área da medicina e da psicologia em constante desenvolvimento. Se o burnout não era considerado uma condição médica até pouco tempo atrás, isso muda a partir de 2022, de acordo com as novas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, é fácil confundi-la com outras doenças. Como diferenciá-las, então?

O burnout tem como principal característica a relação direta com o ambiente de trabalho. Já a depressão (que pode vir a se desenvolver em algumas pessoas acometidas pelas síndrome de burnout) é uma doença psiquiátrica crônica, que não precisa de uma situação específica para aflorar, podendo surgir a qualquer momento da vida por razões diversas. O estresse, por fim, é uma resposta do corpo diante de situações de alta pressão psicológica no cotidiano, com consequências aparentemente menos sérias que as outras duas.

Quais são os sintomas do burnout?

A síndrome de burnout surge por conta do trabalho excessivo, geralmente atrelado a condições pouco saudáveis em ambientes organizacionais. O termo surge originalmente como uma maneira informal de definir os efeitos colaterais de drogas, mas muda nos anos 1970 após os estudos do psicólogo Herbert Freudenberger, que usam o termo para definir uma condição particular do ambiente de trabalho.

Os sintomas acabam se dividindo em três categorias: mentais, físicos e de produtividade.

Sintomas mentais

Cansaço mental excessivo, dificuldade de se concentrar, insônia, síndrome do impostor, sentimentos de fracasso, insegurança, alterações repentinas de humor, isolamento e fadiga (cansaço) são alguns dos sinais que podem aparecer em pacientes com esgotamento mental.

Sintomas físicos

O corpo também te avisa quando está sobrecarregado – portanto, é preciso ficar atento aos sinais, já que eles começam de forma branda e vão se intensificando na medida em que o quadro se agrava. Alguns dos principais sintomas são: fadiga (cansaço), dores de cabeça ou dores musculares frequentes, pressão alta e alteração nos batimentos cardíacos.

Produtividade

Esses últimos sinais são uma consequência natural dos anteriores. Alguém que não consegue dormir direito, tem insegurança e cansaço constantes, além de lidar com dores físicas frequentes, tende a “render menos” no trabalho – é inevitável. Por isso, empresas que se preocupam com seus funcionários precisam observar quando profissionais com altas taxas de produção começam a apresentar queda vertiginosa e repentina em seus índices, assim como atrasos e até mesmo faltas constantes. Todos podem ser sinais de problemas relacionados à rotina de trabalho.

Como evitar o burnout?

Em casos extremos, o afastamento do ambiente de trabalho e o tratamento psicológico ou psiquiátrico é recomendado; mas, antes de chegar a este estágio, há opções. As dicas a seguir são para evitar o aprofundamento dos sintomas do burnout, mas servem também para muitos outros distúrbios psicológicos comuns na atualidade.

Bote esse corpo pra se mover!

Quando a gente fala em fazer exercício, a primeira coisa que pensamos é na saúde física, em ser “fitness”. Mas uma vida ativa traz benefícios à saúde mental também, e são até fáceis de notar. E não, não é preciso passar horas na academia para conseguir bons resultados nesse departamento: caminhadas curtas e pequenas sequências, contanto que sejam feitas diariamente, já ajudam bastante.

O sedentarismo é um grande vilão do desgaste emocional, então é preciso se mexer mesmo que não seja durante aquela meia horinha de exercício diário. Faz muitas calls? Dê uma caminhada entre elas. Se for uma ligação por áudio, circule pelo ambiente, estique seus braços. Mora em apartamento? Suba e desça alguns lances de escada ao invés de usar sempre o elevador. Faça alongamentos. Acredite, esses pequenos movimentos podem te ajudar muito a melhorar!

Descansar sempre é bom!

Prazos e mais prazos, volume de trabalho absurdo. Sempre estamos com a sensação de que se levantarmos um minuto, não vamos dar conta de tanta demanda – mas sua saúde está em primeiro lugar. Permita-se levantar a cada 20 a 30 minutos, tome uma água, espaireça, largue seu celular e respire, nem que seja por cinco minutos. Programar cronômetros para estabelecer essas pausas programadas pode te ajudar num primeiro momento. Depois disso, vira hábito!

Coma bem!

Uma dieta saudável, rica em ômega-3 e ácidos graxos, pode ser um antidepressivo natural. Alimentos como óleo de linhaça, peixes e nozes são seus aliados. Se precisar de ideias, o site Receitas Nestlé tem mais de 4 mil receitas, que te ajudam a diversificar sua alimentação do dia a dia.

Tenha cartas na manga

Lembra do que falamos antes sobre usar válvulas de escape danosas à saúde para tentar aliviar o estresse, como álcool e outras drogas? O conselho vale até para as coisas saudáveis. Nada contra tomar uma cervejinha, desde que seja de maneira controlada, ou ver aquela série “comfort TV” para dar umas risadas. Tem pessoas que usam o exercício como válvula de escape.

Mas vai que o orçamento apertou e não tem como pagar o serviço de streaming? Torceu o pé e não dá para fazer aquela rotina de treino? Por isso, ter apenas um recurso para se manter saudável emocionalmente não é bom: o ideal é variar as opções. Assim como um bom prato precisa ser colorido e cheio de nutrientes, nossa rotina também precisa de novos e diferentes sabores para ficar mais animada.

Tente ter um sono de qualidade

O sono é essencial para nosso corpo recompor suas energias – por isso, hábitos saudáveis de sono são essenciais tanto para a saúde física como para a mental. Evite comer demais ou tomar estimulantes (como a cafeína) antes de dormir. É bom também estabelecer um ritual de relaxamento, com um bom banho, luzes apagadas logo cedo e, se possível, deixando o seu celular fora do quarto.

Tenha uma rede de apoio

Às vezes temos dificuldades em abrir nosso coração e falar dos problemas para os outros, mas isso é bem importante. Tente combinar de conversar frequentemente com os amigos mais próximos. Ouvir as questões deles também pode te ajudar a refletir sobre as suas.

Pode ser também um pai, uma mãe ou mesmo um grupo de apoio. Os seres humanos acabam encontrando caminhos e possibilidades através da socialização e esse tipo de conexão pode ser benéfica para todas as partes.

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O que achou dessas dicas? É apenas um pequeno artigo com dicas para melhorar a qualidade de vida, mas saúde é coisa séria. Reforçamos a importância de procurar um profissional capacitado que tenha as ferramentas necessárias para te auxiliar neste processo. Portanto, procure um psicólogo ou um psiquiatra e não tome remédios indiscriminadamente por conta própria.


Perguntas Frequentes

  • O que é síndrome de burnout?

    O burnout é definido como um estado de exaustão física e mental que drena suas energias a ponto de te desmotivar, seja quanto à carreira profissional, relações afetivas, amizades ou interações familiares.

  • Por que este nome e quem fez esse diagnóstico?

    O termo deriva de duas palavras vindas do vocabulário inglês: burn (queimar) e out (fora). Burnout era o termo usado informalmente para descrever os efeitos colaterais do uso de drogas ilícitas; mas quem o utilizou para identificar o distúrbio que conhecemos hoje foi o psicólogo Herbert Freudenberger, observando a rotina de trabalhadores exaustos com a longa jornada de serviço.

  • Como identificar se tenho burnout?

    Existem vários sintomas: físicos, mentais e os de produtividade no trabalho. Fadiga, dores na cabeça e no corpo, sensação de fracasso e incompetência profissional e queda vertiginosa no desempenho do trabalho podem ser alguns dos sinais.

  • O que eu devo fazer caso tenha identificado sintomas da síndrome de burnout?

    Evitar o estresse é difícil, mas uma rotina de atividades físicas, alimentação e espaços para repouso na jornada diária podem ajudar a evitar o esgotamento mental. Ainda assim, procure sempre a orientação de um profissional especializado em saúde mental, pois apenas ele pode cravar um diagnóstico do tipo.

     

Fontes

https://pebmed.com.br/sindrome-de-burnout-entra-na-lista-de-doencas-da-oms/ https://www.saude.ce.gov.br/2020/11/18/especialistas-do-hsm-orientam-sobre-prevencao-e-tratamento-da-sindrome-de-burnout/ https://forbes.com.br/carreira/2018/08/9-dicas-para-aumentar-sua-resiliencia-mental-e-evitar-o-burnout/ https://fia.com.br/blog/sindrome-do-burnout/ https://www.bbc.com/portuguese/geral-50913823 https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-de-burnout-esgotamento-profissional/ https://www.healthline.com/health/mental-health/burnout-recovery https://www.healthline.com/health/tips-for-identifying-and-preventing-burnout

Esse artigo foi: Criado por Nutricionistas