Alimentos fortificados para nutrição infantil , uma estratégia de saúde pública

Nutrição infantil: alimentos fortificados, uma estratégia de saúde pública

A nutrição infantil segue como foco de um futuro melhor e mais saudável. Neste cenário, é fundamental para a saúde pública combater as deficiências nutricionais, comuns em crianças brasileiras segundo as últimas pesquisas, sendo uma boa estratégia nutricional.

Nutrição infantil no Brasil

O ENANI- 2019, Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil, publicado em 2021 verificou como anda a nutrição infantil no Brasil. Apresenta prevalência da deficiência dos principais micronutrientes em crianças, conforme os dados abaixo.O estudo foi feito com 14.558 crianças de todas as regiões do Brasil, da área urbana e rural, avaliou além das deficiências nutricionais em crianças.

  • Prevalência de anemia em crianças de 6 meses a 5 anos: 10%, sendo que o Norte apresenta número maior (17%). A prevalência é maior nos mais novos (crianças entre 6 meses e 1 ano). É um problema de saúde pública leve.
  • Prevalência de anemia ferropriva: (por falta de ferro): 3,5%.
  • Prevalência de carência de vitamina A: 6%, maior do que a de ferro. É um problema de saúde pública leve no Brasil. A região Centro-Oeste merece atenção, pois, chegou a 11,5% em crianças de 6 meses a 1 ano e 11 meses, representando um problema moderado.
  • Prevalência de deficiência de vitamina B12: prevalência é maior nas famílias mais pobres e entre as crianças pretas e pardas. Ocorreu em 28,5% das crianças do Norte. Não existe um parâmetro, no entanto, a vitamina B12 é um nutriente essencial, importantíssimo para a nutrição infantil por conta do seu papel na formação do sistema nervoso e desenvolvimento cognitivo.4
  • Prevalência de deficiência de zinco: presente em 17,8%, em média. Só representa problema de saúde pública no Sudeste, que apresenta pouco mais de 20%.
  • Insuficiência de vitamina D em crianças: foi mais prevalente em crianças brancas, de 24 a 59 meses, no Sul e Sudeste. Não foi considerado um problema de saúde pública no Brasil, no entanto, não existe parâmetro estabelecido pela OMS.

Quanto ao estado nutricional das crianças brasileiras, a deficiência de micronutrientes é presente e representa um problema de saúde pública. Isto corrobora com a insegurança alimentar que aumenta no país, onde 9% estão em situação de fome, além da grande parcela que sofrem de fome oculta. 6

O uso de alimentos fortificados com micronutrientes, como vitaminas e minerais, é uma estratégia importante para combater carências nutricionais das crianças no Brasil. O ferro, vitamina A e zinco merecem atenção especial, já que a prevalência destas carências é alta na infância. Portanto, a fortificação de alimentos com estes nutrientes contribui para reduzir estes números, uma estratégia importante para a saúde pública.7


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Por SPRIM Brasil

Referências:

  1. SILVA, Antônio Augusto Moura da. Aspectos metodológicos do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019). 2021.
  2. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Aleitamento materno: Prevalência e práticas de aleitamento materno em crianças brasileiras menores de 2 anos 4: ENANI 2019. - Documento eletrônico. - Rio de Janeiro, RJ: UFRJ, 2021. (108 p.). Coordenador geral, Gilberto Kac. Disponível em: https://enani.nutricao.ufrj.br/index.php/relatorios/. Acesso em: 30.11.2021.
  3. Fits And Kids.
  4. SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria. Saiba como usar o copinho na alimentação de bebês em Aleitamento Materno. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2012/12/Saiba-como-usar-o-copinho-na-alimentao-de-bebs-em-Aleitamento-Materno.pdf.
  5. GRUMMER-STRAWN, Laurence M. et al. New World Health Organization guidance helps protect breastfeeding as a human right. Maternal & child nutrition, v. 13, n. 4, p. e12491, 2017.
  6. PENSSAN, Rede. Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil. Rio de Janeiro: Rede Penssan, 2021.
  7. REIS, Frances da Silva. Micronutrientes: uma revisão sobre a sua relação com o sistema imunológico, biodisponibilidade e fortificação nos alimentos. 2021.

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