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6 micronutrientes para saúde da mulher

Saúde da mulher: 6 micronutrientes que não podem faltar

Os micronutrientes são fundamentais para o funcionamento do organismo e têm um papel importante no bem-estar feminino. A nutrição na saúde da mulher deve respeitar os diversos e complexos ciclos de vida femininos, prevenindo distúrbios menstruais, como a TPM, além dos cuidados na menopausa e no envelhecimento saudável.

Muitas mulheres sofrem de desordens menstruais por conta do estado nutricional. É o caso da dismenorreia primária, a famosa cólica menstrual com ausência de doenças pélvicas, sendo a patologia ginecológica mais comum em mulheres em idade fértil. Caracteriza-se pelo excesso de produção de prostaglandinas pelo endométrio. Isto provoca hipocontratilidade do útero, resultando no baixo fornecimento de sangue para o local, na hipoxia (baixo teor de oxigênio) no músculo uterino e, consequentemente, na dor. É uma das causas mais frequentes de dor pélvica, contudo é sub-diagnosticada, subtratada, e até desvalorizada pelas próprias mulheres que a aceitam como parte do ciclo.1

A tensão pré-menstrual é outro problema que afeta até 90% das mulheres em vida reprodutiva, em médias 5 dias antes da menstruação com sintomas como: depressão, ansiedade, irritabilidade, dor de cabeça, inchaço, falta de concentração e mamalgia. Dentre estas mulheres, 5 a 8% experimentam sintomas severos que atrapalham sua rotina. Orientações nutricionais podem acalmar e controlar os sintomas.2

Rariane Lima, nutricionista com experiência em saúde da mulher, enfatiza a importância de vitaminas e minerais para a alimentação feminina. Em alguns casos, a nutricionista afirma indicar a complementação desses nutrientes: “O objetivo é amenizar sintomas, visando diminuir dores pélvicas, tensão pré-menstrual, queda de cabelo, o déficit de memória e aumentar a concentração, por exemplo. Além de possuírem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, sua prescrição fortalece o sistema imunológico, retardando o envelhecimento, prevenindo doenças e mantendo o corpo sempre saudável”.

Nutrientes essenciais para saúde feminina

Alguns nutrientes ganham papel de destaque por serem ótimos aliados da saúde feminina. Confira:

Ômega 3

Dietas com baixo teor de ômega 3 e ricas em ômega 6 estão associadas à dismenorreia. O consumo de óleo de peixe regularmente aumenta a incorporação de ômega 3 nas membranas fosfolipídicas, levando a menor produção de prostaglandinas e leucotrienos.1 Com isso, reduz a cólica menstrual.3

Também é essencial para desordens de humor, como a TPM, pois a diminuição de ômega 3 no organismo causa diminuição de melatonina, fundamental para o sono.4

Vitamina D

O receptor de vitamina D desempenha um papel importante na regulação de hormônios esteroides no sistema reprodutivo feminino. Esta vitamina traz efeitos positivos para o gerenciamento da dor crônica de dismenorreia primária. Portanto, pacientes que apresentam menstruação dolorosa merecem atenção quanto aos níveis de vitamina D, avaliando possíveis deficiências.5

Leia mais sobre suas funções no dossiê da vitamina D

Complexo B

O complexo B atua na saúde mental, aumentando os níveis de serotonina e dopamina, o que também contribui para menstruação menos dolorosa e menos sintomas de TPM. Pesquisa mostra efeito da vitamina B1 na redução da dor menstrual, similar ao ibuprofeno, medicamento utilizado contra cólicas.5

Estudos observacionais, realizados principalmente antes da fortificação do ácido fólico, apoiam associação inversa entre alto consumo de folato, vitamina B6 e vitamina B12 e risco de câncer de mama. Principalmente entre os pacientes que consomem bebidas alcoólicas, um antagonista conhecido por essas vitaminas.6

O complexo B também é importante para proteção cardiovascular, o que é relevante para as mulheres pós-menopausa, com risco aumentado de doenças cardíacas.6

Ferro

É importante tanto para repor perdas do sangue menstrual, que podem comprometer os estoques de ferro, quanto na gestação. Por isso, mulheres adultas possuem necessidade maior, enquanto homens adultos e mulheres pós-menopausa precisam ingerir menor quantia.7

A prevalência de anemia em mulheres adultas é um problema de saúde pública de grau leve no Brasil, similar a outros países em desenvolvimento, mostrando uma tendência mundial.7, 8

Magnésio

O magnésio é fundamental para a produção de energia e age como cofator em mais de 300 sistemas enzimáticos, atuando significativamente no controle da ansiedade na tensão pré-menstrual. Também é indicado para enxaqueca e redução da retenção de líquidos.9

O mineral também é relevante contra dismenorreia primária, pois possui função de combate à dor. Seu principal mecanismo de ação envolve a ação antagonista no receptor NMDA. Isto previne a sensibilização central e atenua hipersensibilidade à dores pré-existentes, como a cólica menstrual.10

Cálcio

É um agente estabilizador e regula a capacidade das células musculares de responder a estímulos neurais. Teores elevados de cálcio no sangue levam a uma diminuição na excitabilidade dos nervos e músculos. Seu estado inverso reduz o espasmo e a contração muscular. Comidas contendo cálcio melhoram a cólica menstrual por estimulação de prostaglandinas.3

Durante a fase lútea, período que antecede a menstruação, os níveis de cálcio sérico são menores e sintomas de inquietação e depressão podem ser observados. Desta forma, aderir a uma dieta rica em cálcio é útil em distúrbios de humor típicos da TPM.

Concluindo, o aumento do consumo de fontes de vitaminas e minerais, como frutas, hortaliças, peixes, leite e laticínios, tem associações positivas com menstruação menos dolorosa. 11 A incidência de tensão pré-menstrual também é baixa em mulheres com alimentação rica em micronutrientes. 2

O uso de alimentos fortificados, como leite fortificados com vitaminas, minerais e ômega 3, também pode contribuir para garantir estes nutrientes em quantias adequadas nos planos alimentares de suas pacientes.

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Por SPRIM Brasil

Referências:

  1. GUIMARÃES, Inês; PÓVOA, Ana Margarida. Dismenorreia primária: Avaliação e tratamento. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 42, p. 501-507, 2020.
  2. KAEWRUDEE, Srinaree et al. Vitamin or mineral supplements for premenstrual syndrome. The Cochrane Database of Systematic Reviews, v. 2018, n. 1, 2018.
  3. NJOKU, Uche C.; AMADI, Peter U.; AMADI, Joy A. Nutritional modulation of blood pressure and vascular changes during severe menstrual cramps. Journal of Taibah University Medical Sciences, v. 16, n. 1, p. 93-101, 2021.
  4. YOUNG, Christopher; MARTIN, Andrés. Omega-3 fatty acids in mood disorders: an overview. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 25, p. 184-187, 2003.
  5. NAZ, Marzieh Saei Ghare et al. The effect of micronutrients on pain management of primary dysmenorrhea: a systematic review and meta‐analysis. Journal of Caring Sciences, v. 9, n. 1, p. 47, 2020.
  6. ZHANG, Shumin M. et al. Effect of combined folic acid, vitamin B6, and vitamin B12 on cancer risk in women: a randomized trial. Jama, v. 300, n. 17, p. 2012-2021, 2008.
  7. DAIENE, Silva et al. Deficiência de ferro em gestante: reposição de ferro e seus impactos causados no organismo. 2021.
  8. BEZERRA, Adriana Guimarães Negromonte et al. Anemia e fatores associados em mulheres de idade reprodutiva de um município do Nordeste brasileiro. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 21, 2018.
  9. PEREIRA, Ariane Felix; BOTELHO, Marla Gizane Neco; DE SOUZA ELIAS, Laíse. Efeito de cálcio, magnésio e vitamina B6 na minimização dos sintomas pré-menstruais: um estudo de revisão. Revista Científica Multidisciplinar, v. 3, n. 1, p. e311075-e311075, 2022.
  10. SHIN, Hyun-Jung; NA, Hyo-Seok; DO, Sang-Hwan. Magnesium and pain. Nutrients, v. 12, n. 8, p. 2184, 2020.
  11. BAJALAN, Zahra; ALIMORADI, Zainab; MOAFI, Farnoosh. Nutrition as a potential factor of primary dysmenorrhea: a systematic review of observational studies. Gynecologic and obstetric investigation, v. 84, n. 3, p. 209-224, 2019.

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